(31) 3224-2434
(31) 3224-0017
 Área do Usuário Entre ou cadastre-se
Notícia
            Notícias             Notícias             Confraternização do Clero da Província: Juiz de Fora, Leopoldina e São João del-Rei
Confraternização do Clero da Província: Juiz de Fora, Leopoldina e São João del-Rei 07 de Agosto de 2014 Notícias
A a     

Para celebrar o Dia do Padre, na festa do Santo Cura D’Ars, a diocese de Leopoldina (MG) recebeu e reuniu o seu clero ao da arquidiocese de Juiz de Fora e de São João del-Rei, para uma significativa e profunda celebração da  Fraternidade Sacerdotal, no dia 5 de agosto.

Cerca de 150 presbíteros e diáconos, estiveram todo o dia conversando, tomando as refeições em comum, com a participação dos seus respectivos (arce)bispos, e celebrando um profundo Momento de Espiritualidade, na Catedral Diocesana de Leopoldina.

Precedendo a adoração e bênção solene do Santíssimo Sacramento, o clero teve a oportunidade de meditar este pronunciamento do celebrante, Monsenhor Waltencyr Alves Rodrigues, pároco da Paróquia de Sant’Anna, em Pirapetinga, diocese de Leopoldina:

FRATERNIDADE PRESBITERAL

O Concílio Vaticano II no nº 28 da Lumem Gentium diz: “Em virtude da comum ordenação sacra,  em virtude da missão,  todos os presbíteros estão unidos entre si por íntima fraternidade, que espontânea e livremente se manifesta no mútuo auxílio, tanto espiritual quanto material, tanto pastoral, como pessoal, em reuniões  e comunhão de vida, trabalho e caridade”.  Há 50 anos atrás se pedia que a primeira pastoral do presbítero fosse o amor fraterno.  Na fraternidade presbiteral não é preciso explicar por quais caminhos se andou ou qual a densidade da poeira nos pés ou porque estão feridos.  Simplesmente estar  juntos.  A água do refrigério e do desabafo pode fluir trazendo o descanso.  Pois na intimidade a aparência cede lugar à essência. Na fraternidade não há lugar para a mentira, pois só na verdade é que ela se firma.  Onde parecia não haver a possibilidade do encontro, a verdade amorosa aconchega, mescla, faz de todos um só.  Conheceremos  a fraternidade e será a fraternidade que nos trará a verdadeira liberdade.  A fraternidade que escuta, que ri, que chora junto, que redime, que alivia o peso do fardo, que estabelece a comunhão.  Quando a verdade amorosa desarma o coração do medo da não aceitação e as muralhas da desconfiança vão sendo ultrapassadas e desmontadas, então as pontes que possibilitam o encontro vão sendo construídas e o que é essencial na fraternidade, o amor, pode encontrar passagem e cumprir sua missão:  unir os presbíteros, criar comunhão de vida,  estabelecer laços de ser. O que identifica o presbítero diante do presbítero são esses laços de ser. É o selo a que se refere o livro do Cântico dos Cânticos: Põe-me como um selo sobre teu coração, como um selo sobre teus braços... de irmão. O desejo então é o de querer estar sempre juntos partilhando a vida. Presbítero não são iguais. Estar em fraternidade com uma pessoa não é o mesmo que estar com outra. Isso porque a fraternidade nasce do encontro com a identidade do outro. Sobre a fraternidade presbiteral valeria a pena reler a parábola de Jesus sobre o semeador. Como não se lembrar da semente caída entre os espinhos, aqui parafraseada: a semente que caiu entre os espinhos representa aquele que viveu bem a fraternidade, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. Poderíamos tomar toda parábola e onde lemos ”palavra” colocar fraternidade presbiteral e vejamos a comparação que se estabelece.  Aceitar viver em fraternidade é também abrir-se ao pacote completo da vida do outro, assumindo a leveza, mas também o peso.  Gosto de Paulo quando dá uma dimensão bem prática do relacionamento ao dizer aos colossenses: suportem-se uns aos outros.  Certas horas amar é agüentar o peso dos outro.  Às vezes também, somos tão mal resolvidos pessoalmente que o que mais incomoda não é o peso, mas a leveza que não se deixa prender, que não suporta as grades. Vivenciar a fraternidade presbiteral é uma aventura feita de riscos, de alguma dor, mas é também a mais apaixonante realidade que o presbítero pode experimentar, pois a intimidade é a característica que marca o Deus em que cremos: A trindade. Viver a fraternidade presbiteral é aproximar-se mais e mais da imagem e semelhança a qual fomos criados por Deus que nos escolheu. Digamos sempre, mesmo que no silêncio do nosso coração: Meu irmão, bem vindo ao meu coração. Martin Luther King disse certa vez: Temos que aprender a viver juntos como irmãos ou pereceremos todos como loucos. É em Jesus que vamos buscar coragem para construir a verdadeira fraternidade e a verdadeira paz de irmãos.

 

Compartilhe esta notícia:
Nome:
E-mail:
E-mail do amigo:
Últimas Notícias
                  
Área do Participante
Esqueceu sua senha? Ainda não tem cadastro? Clique aqui.
Área do Participante
Esqueceu sua senha? Ainda não tem cadastro? Clique aqui.
Esqueceu a senha
Inscreva-se