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Comentário Homilético
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APRESENTAÇÃO DO SENHOR de de
A a     

1ª LEITURA – ML 3, 1-4

No tempo do profeta Malaquias, o Templo de Jerusalém já havia sido reconstruído, há algumas décadas. Só que o culto já estava perdendo o sentido, Pois não agradava mais a Deus. O culto era um dos poucos meios através dos quais o povo mantinha sua própria identidade, seu relacionamento e respeito para com Deus.

a) O que estava acontecendo?

Os sacerdotes estavam achando pesado o seu trabalho. Não o levavam a sério. Estavam relaxando no desempenho do culto. Estavam desprezando o nome de Deus e pervertendo o ensinamento. Na verdade, eles se desviaram do caminho, profanaram a aliança e prejudicaram a caminhada do povo. Os sacerdotes estavam falhando nas suas duas principais funções que eram ministrar o culto e ensinar o povo conforme as normas da Aliança. O casamento com mulheres estrangeiras era uma ameaça para a identidade religiosa do povo por causa do risco da idolatria. E nem disso os sacerdotes cuidavam mais. Justiça e direito estavam sendo violados.

b) O que Deus vai fazer?

Aqui entra o texto de hoje. Ele vai enviar o mensageiro para preparar o caminho à frente dele. Esse misterioso mensageiro, esperado para os últimos tempos, é identificado pelo próprio Jesus como sendo João Batista (cf. Mc 1,2). Como João Batista vai intervir? “Ele é igual ao fogo de uma fundição.”Ele vai purificar e eliminar tudo que não é autêntico. Como o ouro e a prata, ele vai refinar e purificar os filhos de Levi para que eles possam apresentar a Deus uma oferta, que seja de acordo com a justiça (v.3). O profeta compara Deus, também, como o sabão das lavadeiras (v.2), sabão que elimina toda a sujeira das roupas. Assim, injustiça e violação do direito serão eliminadas para sempre. O v.4 conclui: “Então, a oferenda de Judá e de Jerusalém será do agrado do Senhor, como acontecia nos tempos antigos, nos anos de outrora”.

Texto bom para revermos o compromisso e a autenticidade da nossa participação no culto. Sacerdotes e povo que retomem o ardor e entusiasmo de outrora.

2ª LEITURA – HB 2,14-18

Parece que a motivação deste texto está no sofrimento (v.10) e na morte (v.9) de Jesus. A morte de cruz do Messias de Deus foi sempre algo difícil de aceitar. Que Deus é este que permite o sofrimento e a morte de seu Filho Amado? Mas, por mais estranho que pareça, é exatamente através da e morte do seu Filho, que Deus se deixa conhecer. Para São João, a morte de Jesus na cruz é a expressão máxima da glória do Pai e da glória do Filho, pois, ali, o amor atinge seu zênite. A encarnação da vida, no sofrimento do povo, foi a forma mais profunda e perfeita da solidariedade de Deus com os homens. Aquilo que é comum a todos os filhos, o Filho de Deus também assumiu: a carne e o sangue. O v.14 ainda diz que o diabo reina por meio da morte, por isto Jesus teve que assumir a morte para tirar o poder do diabo. É assim que Jesus nos liberta do medo da morte. A morte, agora, não é o fim, mas o meio de chegarmos, através de Jesus, à plenitude da vida. Jesus assumiu nossa condição humana, porque veio para ajudar a descendência de Abraão. Ele não veio para ajudar os anjos e sim os homens (v.16). É por isso que Ele teve que ser semelhante em tudo a seus irmãos. É só assim que Ele poderia expiar os pecados do povo (v.17). De fato, justamente, porque foi colocado à prova e porque sofreu pessoalmente, ele é capaz de vir em auxílio daqueles que estão sendo provados “(v.18). Não nos escandalizemos com a cruz de Cristo.” A cruz é o sinal de glória e honra: o filho de Deus feito homem e crucificado foi glorificado e agora domina o universo (cf. Fl 2, 6-11).

EVANGELHO - Lc 2,22-40

Lembramos mais uma vez que os capítulos 1 e 2 de Lucas ( como também Mt 1-2) são mais teológicos do que históricos. Os personagens principais do texto de hoje são Jesus, Maria, Simeão e Ana. O que o texto diz? Diz que Jesus é levado ao Templo de Jerusalém para cumprir a Lei. Lá a Sagrada Família se encontra com dois personagens: Simeão e Ana, que agradecem, louvam a Deus e profetizam sobre Jesus e Maria. Depois de cumprir a Lei, a Sagrada Família volta para Nazaré da Galiléia, onde Jesus vai viver. Quais são as mensagens? Vamos lembrar algumas:

a) José e Maria procuram cumprir a Lei (Ex 13,2.12), para que Jesus pudesse, realmente, assumir a realidade do seu povo. Ele é o consagrado de Deus que irá resgatar Israel e toda a humanidade.
b) José e Maria são pobres e oferecem o sacrifício dos pobres: um par de rolas ou dois pombinhos. Membro de uma família pobre, Jesus, vai viver na simplicidade e pobreza e vai dedicar sua vida aos pobres e marginalizados deste mundo.
c) Simeão e Ana representam a humanidade pobre e esperançosa da consolação e da libertação. Jesus vem realizar a esperança de toda a humanidade empobrecida representada nesses dois velhinhos justos e piedosos, abertos às maravilhas de Deus, cheios de dedicação e esperança.
d) São Lucas é o evangelista do Espírito Santo. Cheios do Espírito Santo estão Zacarias, Isabel, João Batista, Maria, Simeão, Ana e especialmente Jesus.
e) Simeão mostra a missão de Jesus. Ele é o Messias do Senhor, o Servo de Deus das quatro profecias de Isaías sobre o “Servo de Senhor”. É a “salvação que Deus preparou para todos os povos”. Ele é a luz para iluminar as nações e a glória do povo de Israel (cf. Cantos do Servo de Deus em Is 42,6; 52,10). Jesus vai ser também causa da queda e soerguimento para muitos. Vai ser alvo de contradição. Ele, na verdade, vai desmascarar a vida errada de muita gente. Muitos vão amá-lo, mas também muitos vão detestá-lo por causa da sua justiça e verdade.
f) Simeão anuncia também para Maria uma espada de dor. É que ela vai partilhar também a dor do Filho, como primeira e fiel discípula.
g) A profetiza e consagrada velhinha Ana. Ela chega neste momento e começa a louvar a Deus e a falar de Jesus aos pobres que conservavam sua esperança de liberdade.
h) O retorno. A Sagrada Família de Nazaré retorna para a Galiléia, terra dos marginalizados. Ali Jesus vai crescendo, tomando consciência da exploração dos grandes sobre os pequenos. Ele se prepara para a sua missão com a fortaleza, sabedoria e a graça vindas do alto.

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