(31) 3224-2434
Comentário Homilético
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32º DOMINGO DO TEMPO COMUM de de
A a     

1ª Leitura 2Mc 7, 1-2.9-14

O capítulo sétimo do 2º livro dos Macabeus “é uma das páginas mais comoventes de toda a Bíblia, mostrando que o tempo de perseguição se torna ocasião de educar, para o testemunho capaz de enfrentar até o sacrifício da própria vida”. Este capítulo pode ser chamado de: A paixão dos Santos Macabeus”. A mãe com seus sete filhos sofre o martírio para não negarem sua fé no Deus da vida. Na luta pela vida, a última palavra não pertence aos grandes deste mundo, mas a Deus. Estamos no séc.II a.C., no tempo da dominação grega. O povo mesmo sendo judeu tinha que adotar a cultura grega e seu modo de viver. Ou se viva segundo os costumes gregos ou se era torturado até à morte. A lei judaica proibia comer carne de porco, mas os dominadores, os opressores obrigavam, sob pena de morte, a transgressão desta lei. Naquele tempo, os opressores, obrigando o povo a transgredir o que era lei para eles, queriam acabar com a identidade e a tradição que mantinha unido o povo de Deus. Essa lei no Novo Testamento foi superada. Leia por exemplo ( At 10,9-16; Cl 2,16-17; Mc 7,15.18-19).

O texto mostra que, apesar da crueldade dos torturadores, os irmãos Macabeus e sua mãe resistem até a morte, com uma força sobrenatural por causa de sua fé na ressureição dos mortos. É a primeira vez que vemos no Primeiro Testamento, com clareza, a fé na ressureição dos mortos. O texto mostra também que que para os opressores não haverá ressurreição para a vida (v.14b). O sangue frio e a maldade dos opressores podem-se ler nos vv.3-5, em que se fala em cortar a língua, arrancar o couro cabeludo, mutilar os membros do corpo e, por fim, assar numa assadeira o corpo dos mártires. Você teria coragem de testemunhar sua fé com o martírio?

2ª LEITURA 2Ts 2,16-3,5

As cartas autênticas de Paulo são apenas sete: Romanos (Rm), Primeira e Segunda aos Coríntios (1 e 2 Cor), Gálatas (Gl), Primeira aos Tessalonicenses (1Ts), Filipenses (Fl), Filêmon (Fm). Alguns estudiosos acrescentam 2Ts e Colossenses (Cl). Particularmente não consideramos a 2Ts como carta autêntica. Por isso usaremos o nome de “Paulo” entre aspas.

Os vv.16 e 17 do capítulo 2º são o finalzinho de uma oração de ação de graças que “Paulo” faz pela comunidade, sua vocação, sua fé e sua firmeza nas tradições. De Deus vem amor, o consolo e a esperança feliz. É dele também que a comunidade recebe ânimo, força para, não obstante as perseguições, agir segundo a fidelidade e a bondade. No início do capítulo 3º, Paulo pede as orações da comunidade, para que a Palavra do Senhor se espalhe rápida e seja bem acolhida. Pede também orações, para que Deus livre a ele e seus colaboradores dos homens, que não têm fé, ímpios e maus, homens, que se opõem ao projeto divino. O cristão vive em constante luta contra o poder do maligno, que se manifesta em todo tipo de maldade, violência, injustiça e impiedade. Mas o cristão luta com uma certeza: Deus é fiel. Ele mantem os fiéis firmes e os guardará das forças do mal. Deus não abandona seu povo, mas luta por ele. “ Paulo” termina, expressando sua certeza também na fidelidade da comunidade às suas orientações. O desejo final é que o amor de Deus e a perseverança de Cristo. Esta expressão num contexto de perseguição que, naturalmente, invocar a coragem e a resistência de Cristo, que enfrentou de cabeça erguida a perseguição, o sofrimento e o martírio (ver também o exemplo dos irmãos Macabeus).

A palavra “testemunho” é sinônimo de martírio. Você tem o costume de suportar sofrimentos para mantes a autenticidade do seu testemunho no seu trabalho evangelizador?

EVANGELHO Lc 20, 27-38

Os saduceus questionam Jesus:

Em Jerusalém, Jesus vai enfrentar vai enfrentar diversos conflitos com os donos do poder e os donos do saber: chefes dos sacerdotes, doutores da Lei e anciãos (20;1.19-20). O conflito registrado no texto de hoje é como os saduceus, que representam a aristocracia conservadora. Este partido era composto pelos chefes dos sacerdotes, nobreza sacerdotal e leiga e latifundiários, ou seja, os anciões. Eles não acreditavam na ressureição (v.27). Apresentam para Jesus uma questão a propósito da lei do levirato de Dt 25,5-10. Se seu irmão casado morresse sem filhos, você teria a obrigação de desposar a viúva, para suscitar descendência para seu irmão. Morrer sem descendência era considerado um castigo de Deus. A lei do levirato visava também proteger o patrimônio da viúva. A pergunta revela a falta de fé na ressureição. Uma mulher casou, por causa da lei do levirato, com sete irmãos, sucessivamente, após a morte de cada um deles. Depois ela também morreu.

Na ressurreição de quem ela será esposa?

A resposta de Jesus

1º momento - Jesus, primeiramente, afirma que o mundo dos ressuscitados é diferente do mundo do presente. Aqui homens e mulheres se casam, lá não. A expressão de Jesus “ os que Deus julgar dignos da ressurreição” lembra o aspecto de recompensa pela luta em favor de um mundo mais digno, mais justo e mais fraterno. Esta preocupação social estava bem longe dos pensamentos e atitudes dos saduceus, que se identificavam com aqueles que comandavam e oprimiam. No v.36 Jesus diz que os ressuscitados serão como anjos, para mostrar a impossibilidade de se descrever a vida em plenitude. Quer dizer, lá não termos os problemas, as angústias e vicissitudes da vida presente.

2º momento - Jesus referindo a Ex 6,6 afirma que a esperança da ressurreição de baseia na revelação do Deus da vida, do Deus de Abraão, Isac e Jacó. Se eles não estão vivos em Deus, Deus estaria negando a si próprio, enquanto Deus da vida. “Deus, portanto, conclui Jesus, não é Deus de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele”.

Pode alguém realmente acreditar em Jesus sem acreditar na ressurreição?

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