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Comentário Homilético
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18º DOMINGO COMUM de de
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1ª LEITURA – Ex 16,2-4.12-15

a) Atitude da Comunidade

Vemos o povo de Deus que saiu da escravidão do Egito e caminha para a Terra Prometida. É Deus que os liberta através de Moisés. O texto de hoje mostra a falta de consciência da comunidade com relação a Deus e com relação à libertação. Eles fazem uma murmuração pesada, porque pervertem o ideal de libertação do êxodo. Transformam o Deus libertador num ídolo equiparado aos ídolos egípcios geradores de morte. Preferem vender-se de novo como escravos em troca de fartura de pão e umas panelas de carne, que certamente nunca existiram na situação de escravos que levavam no Egito! Além de murmurarem, ainda se fundamentam em mentiras. Chegaram a afirmar que Deus os conduziu para fazê-los morrer de fome no deserto.

b) A atitude de Deus

Apesar de tudo isso, Deus investe alto no seu povo. Ele não deixa seu povo retornar à escravidão em troca de pão. Promete-lhes carne de codornizes ao anoitecer e pão do céu ao amanhecer. Isto será uma prova de que Deus é Deus de vida e não ídolo de morte. Deus quer conduzir o seu povo para fora dos regimes totalitários egípcios, quer libertá-los das garras do faraó. Deus cumpriu o que prometeu. Alimentou o povo com carne de tarde e maná de manhã. Os israelitas se admiram diante do prodígio. Prodígios maiores fará Jesus, que nos alimentará da sua própria carne e do seu próprio sangue.

Qual é hoje nossa atitude como comunidade diante dos prodígios de Deus? Temos vontade de buscar uma falsa liberdade sem Deus?

2ª LEITURA – Ef 4,17. 20-24

Primeiro, o autor apela para o testemunho do Senhor. Parece que, em seguida, ele faz três exortações: não se comportem mais como os pagãos, deixem de lado a conduta passada, a do velho homem e, finalmente, revistam-se do novo homem, criado à imagem de Deus.

Como viviam os destinatários da carta? Eles vieram do paganismo. Seus pensamentos eram vazios, suas preocupações eram idolátricas, estavam na linha do ter, do poder e do prazer, viviam num esquema alienante de vida que conduz ao egoísmo e à morte. Era a vida do velho homem corrompido por paixões enganadoras, uma vida de injustiça, exploração e pecado.

Qual deve ser o nosso comportamento?

Deve haver uma ruptura radical com o velho homem. Devemos renovar nossa maneira de ser e de pensar. Devemos viver conforme os ensinamentos catequéticos que recebemos sobre Jesus Cristo. Devemos revestir-nos do homem novo. No gesto do batismo, o batizando troca de roupa para simbolizar sua nova identidade de homem criado à imagem de Deus. Os objetivos dessa vida renovada são justiça e santidade. Verdadeira justiça é compromisso sério com o irmão e a comunidade. Santidade verdadeira é misturar-se com a vida dos injustiçados como sal da terra e luz do mundo sem perder o sabor cristão, nem tornar-se trevas. Santidade não é fugir para não se contaminar, mas enfrentar os desafios, dando testemunho. O que é ser homem velho? O que é revestir-se do homem novo?

EVANGELHO – Jo 6,24-35

O trecho de hoje é um discurso que se apresenta em forma de diálogo entre Jesus e o povo.

O povo – “Rabi, quando chegaste aqui?” Depois do milagre do pão o povo busca Jesus de todo jeito. É preciso encontrá-lo, pois ele está resolvendo o problema do povo! É um falso messianismo que invade a mente do povo, um messianismo que passa pelo estômago. Não entenderam o sinal do pão como partilha, solidariedade, como força dos pequenos. Querem a solução pronta vinda de cima. Quem só anda à procura de milagres ainda está longe da fé, está longe do compromisso; está ainda dominado pelo egoísmo.

Jesus – Jesus ensina que a saída libertadora para o povo está em trabalhar pelo alimento que dura para a vida eterna. Este alimento é o pão da partilha, é o próprio Jesus que entregará sua vida pelo povo. Esta é a grande obra do Pai.

O povo – o povo então pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?”

Jesus – Jesus responde que as obras de Deus que o povo deve realizar resumem-se em uma só: acreditar em Jesus.

O povo – Parece que o povo se esqueceu do milagre que Jesus acabara de fazer e questiona Jesus sobre sinais e obras, dizendo que Moisés deu o pão do céu para o povo. Será que Jesus é maior que Moisés?

Jesus – Jesus esclarece que quem deu o pão do céu não foi Moisés, mas é o Pai, quem continua dando o verdadeiro pão do céu, que é Jesus, que vai dar a vida ao mundo.

O povo – Parece que o povo se acalmou e pede a Jesus este verdadeiro pão material, e Jesus continua esclarecendo que ele é o pão da vida.

Jesus – Jesus afirma, por fim, que quem acreditar nele não terá mais fome, não terá mais sede. Acreditar em Jesus é aderir ao seu projeto de vida através da partilha e da solidariedade. Quando o egoísmo for banido do coração do homem, o amor-partilha saciará a todos. Você comunga o projeto de Deus, quando você recebe o corpo de Cristo na Eucaristia?

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