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Comentário Homilético
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10ª DOMINGO DO TC. SANTÍSSIMA TRINDADE de de
A a     

1ª LEITURA - Ex 34,4b-6. 8-9

Quem é Deus? No capítulo 32, por causa da demora de Moisés no Monte Sinai, o povo fez para si um bezerro de ouro, rompendo assim a Aliança com Deus. Moisés, enfurecido, quebra as tábuas da Lei, mas, depois, intercede de novo pelo povo, e Deus, o Deus da Aliança, se mostra de novo compassivo e misericordioso. Aqui, no capítulo 34, Deus manda Moisés preparar mais 2 tábuas de pedra, para ele reescrever pacientemente as Dez "Palavras", ou seja, os Dez "Mandamentos". No texto da missa de hoje, Deus mesmo se apresenta, autodefinindo-se, através do seu modo de agir para com o homem pecador. "Senhor, Senhor! Deus compassivo e bondoso, paciente, rico em misericórdia e fidelidade". Estas palavras são do próprio Deus e não de Moisés. Deus não se cansa de perdoar e de renovar seu compromisso de aliança. Deus é, realmente, amor e misericórdia; Ele nos ama com um amor de "mãe" (cf. Is 49,15) e não quer que ninguém se perca, mas que todos tenham vida. A oração de Moisés completa a pergunta inicial sobre quem é Deus: Primeiro, Deus é aquele que se aproxima do homem e caminha com seu povo, conduzindo-o para a libertação total, apesar de suas infidelidades. Pois este povo é de cabeça dura. Segundo, Deus é misericórdia e perdão. Terceiro, Deus é capaz de aceitar como herança este povo peregrino, "cabeçudo", pobre e cheio de culpas. Também somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Será que somos diferentes?Diga a partir de sua experiência, quem é Deus para você?

2ª LEITURA - 2Cor 13,11-13

Trindade, onde moras? Na primeira parte deste texto que é o finalzinho da segunda carta aos Coríntios, o apóstolo está dando o endereço do Deus uno e trino. É claro, Deus mora na comunidade cristã, que na 1Cor 12, Paulo vai chamar de Corpo de Cristo. Na 1Cor 6, Paulo diz que o corpo do cristão é Templo do Espírito Santo, e isto quer dizer que o Espírito Santo mora no cristão. Aqui Paulo esclarece que o Deus de Amor e da paz está numa comunidade, que realmente manifesta as seguintes características: fraternidade, alegria, busca de perfeição, ânimo, concórdia e paz.

No texto de hoje, temos 2 referências litúrgicas. A primeira é o cumprimento através do beijo fraterno. Do judaísmo este gesto passou para o cristianismo, entrou na liturgia desde o século segundo e, hoje, foi transformado no "abraço da paz". A segunda referência litúrgica é a belíssima saudação trinitária que usamos como abertura das nossas celebrações eucarísticas. Com esta saudação o celebrante deseja que a Trindade habite realmente no coração da comunidade e no coração de cada um de seus membros. “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo” é a vida divina que Cristo nos traz com sua morte e ressurreição. "O amor de Deus" é o amor que leva o Pai a entregar o Filho único. "A comunhão do Espírito Santo" é essa concórdia, essa animação, paz e alegria na comunidade. É este elemento de ligação profunda dos membros entre si e do corpo da Igreja com sua cabeça que é Jesus Cristo. O Espírito Santo, que une o Pai e o Filho, é o elo da comunhão eclesial, é a alma da Igreja.

Sua comunidade preenche os requisitos para ser habitação da Trindade?

EVANGELHO - Jo 3,16-18

Estamos celebrando a festa da Santíssima Trindade, mas o Evangelho fala mais explicitamente de Deus Pai e de seu Filho Jesus. Como o Espírito Santo é o amor entre o Pai e o Filho, talvez pudéssemos ver no amor do Pai a presença indireta da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Uma formulação trinitária aparece de modo claro na segunda leitura deste domingo.

EM QUE CONSISTE O AMOR?

O amor consiste na entrega total de si mesmo para a felicidade do outro, no dom supremo da própria vida. Deus é amor. Quando Deus entrega, envia, doa seu Filho Único, ele está fazendo a doação de si mesmo, pois Deus é um só em três pessoas. Na pessoa do Filho, o Pai se entrega totalmente através do Espírito de Amor. Este amor do Pai é vivido pelo Filho até às últimas consequências. Como a medida do amor é amar sem medidas, o Filho entrega-se todinho por nós como dom supremo do Pai. Não existe manifestação maior de amor do que dar a vida pela pessoa amada. Foi o que Deus fez por nós através do Filho. Deus quer que todos nós tenhamos vida qualificada, uma vida nova, a vida do próprio Deus, que São João chama de vida eterna ou definitiva. A vida do próprio Deus Uno e Trino é vida de comunhão, daí que o ideal, o futuro da comunidade cristã, é o mergulho na comunhão trinitária, é viver no intercâmbio de amor que caracteriza a própria vida de Deus. Esta vida eterna-definitiva, este amor-vida, esta vida-comunhão adquire-se através da fé no Filho Único.

EM QUE CONSISTE A FÉ?

A fé em Deus consiste em acolher o Filho Único de Deus na pessoa de Jesus, tomar a sua cruz, viver como ele viveu: uma vida de serviço ao outro, um vida de entrega para gerar comunhão e vida qualificada. Acreditar é algo concreto, não é dizer Senhor, Senhor, não é um gesto de admiração a Jesus, não é apenas se entusiasmar em orações e cantos intermináveis. A fé não consiste em orações, emoções e piedade no olhar. A fé está na linha do agir concreto, do agir com as mãos para que o futuro tenha mais vida. Pois bem. A esta altura podemos entender que quem crê não é julgado, não se perde, mas tem a vida; quem crê é salvo por Jesus, pois foi para isso que Jesus veio. Ele não veio para condenar ninguém. Mas quem não acreditar nele já está aqui e agora condenado. Uma vez que Deus em Jesus se manifesta de modo decisivo em benefício do homem, a atitude do homem com relação a Jesus é também decisiva. Se o homem acolhe Jesus, ele se salva, se o homem rejeita Jesus, ele se condena. Atenção! Não é Jesus que julga ou condena, mas é o homem mesmo que busca sua própria condenação ao não aceitar o dom supremo de Deus em Jesus. Jesus é de fato caminho, verdade e vida. Rejeitar Jesus é extraviar-se na condenação de si mesmo.


Como você manifesta sua fé em Jesus no meio da comunidade? Ela gera vida? Ela defende a vida em todas as suas fases, desde a fecundação até a sua morte natural? Ela leva você à experiência de comunhão trinitária?

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