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XXVI Domingo do tempo comum 30 de Setembro de 2021 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos “Quem não é contra nós é a nosso favor” (cf. Mc 9,40)
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A Liturgia do XXVI Domingo do Tempo Comum, nos recorda que a Ação do Espírito Santo não é exclusiva para um grupo seleto onde pensam que tem o “direito” de monopolizar a Palavra da Salvação, mas o Sopro do Espírito Santo age em todos os corações que estão receptivos aos dons, até mesmo àquelas que não fazem parte da Instituição Eclesiástica.

A Primeira Leitura extraída do Livro dos Números (Nm 11,25-29), demonstra que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, pois não se limita apenas a instituição e a seus membros, mas a todos aqueles que reconhecem a Deus e os dons provenientes d’Ele, profetizando e anunciando todas as maravilhas. Assim, “quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito!” (Nm 11,29b)

O Evangelho de Marcos (Mc 9, 9,38-43.45.47-48), Jesus ensina seus discípulos sobre a perspectiva da ótica do Reino, onde não faz sentindo em vivenciar numa crença da monopolização dos Dons apenas aos discípulos, mas a todos que a providência divina suscita e inspira para a propagação da Palavra de Deus. Por isto, “não o proíbais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor” (cf. Mc 9,39-40). Portanto, atentamo-nos para não monopolizarmos a Deus, usando de Seus dons para uso e consumo, enquadrando-O em certezas teológicas de que vai ao desencontro da Verdadeira Liberdade Salvífica.

A Segunda Leitura dada a Carta de São Tiago (Tg 5,1-6), o apóstolo retoma a ótica de não colocarmos nossas esperanças nos bens terrenos e nos acúmulos de bens de forma injusta cometidos, deixando-se apodrecer pelo egoísmo, sem vivenciar uma conduta de partilha e caridade, fugindo dos princípios cristãos.

Vivificados pela Palavra desta Liturgia, que possamos ouvir e converter nossas atitudes visando a verdadeira ação dos Dons em nossas vidas. E que nunca deixamos de refletir que “a lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes” (cf. Sl 18,8).

Saudações em Cristo!

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