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XXV Domingo do tempo comum 20 de Setembro de 2021 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos “...a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia...” (cf. Tg 3,17)
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A Liturgia do XXV Domingo do Tempo Comum, somos convidados a refletir sobre a escolha entre a “sabedoria terrena” e a “sabedoria de Deus”, a qual acarreta a verdadeira Vida do Justo, onde através da prática da Sabedoria Divina, o discípulo compreende que a autoridade é serviço – anunciando o reino, socorrendo os pobres, sendo manso e humilde de coração – ao contrário o que prega a sabedoria terrena, visto a autoridade como poder, honras e até mesmo submissão.

Na Primeira Leitura extraída do Livro da Sabedoria (Sb 2,12.17-20), o autor sagrado alerta-nos sobre as consequências da busca da sabedoria Divina, a qual provocará a maior contestação no ímpio, afinal o justo é uma presença que incomoda, pois se opõe ao modo de agir daqueles que usam o mal para arrastar os outros para o mal. Por isto, os ímpios usando desta retórica da perseguição daqueles que buscam os caminhos retos, do amor e da mansidão.

O Evangelho de Marcos (Mc 9,30-37), Jesus relata novamente o Servo Sofredor, em que se depare sobre a dicotomia da autoridade visto que, para o Messias não veio ao mundo para as honrarias e poder, mas para antes de tudo servir, visto que para ser o Mestre deve-se primeiro ser o exemplo para o serviço. Assim, “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (cf. Mc 9,35b). Assim, Jesus reafirma que a Sabedoria Divina vai em desencontro com a sabedoria dos homens, afinal “a autoridade se manifesta como aquilo que está nos desígnios de Deus: o serviço. Serviço para o bem comum, para a verdade, para o cuidado dos mais frágeis, para a comunhão de Deus com a comunidade” ((cf. Missal dominical – Missal da Assembleia Cristã; adaptado).

A Segunda Leitura dada a Carta de São Tiago (Tg 3,16-4,3), o apóstolo reafirma e exorta sobre a permanência e vivência na Sabedoria Divina, visto que “(...) a Sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos” (cf. Tg 3,17), e tudo aquilo que vai em desencontro a ela como a falta de equilíbrio, prevalecendo o orgulho, as paixões sem fundamentos, a inveja, a cobiça pelo poder, torna-se como consequência as guerras, os conflitos, a fome, a falta de compaixão e a morte. Por isto, o fiel deve buscar vivenciar a cada dia a busca pela harmonia e o equilíbrio através do amor e da Verdadeira Sabedoria.

Inspirados pela Palavra desta Liturgia, que não nos cansemos de buscar a vivência e a contemplação da Sabedoria de Deus em nossas vidas e em nossa sociedade, pois através da observância da Lei do Amor de Deus e ao próximo, alcancemos a justiça e o amor sem fim!

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