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Viver é confiar 10 de Agosto de 2014 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos Crer é parecido, de alguma maneira, a sair da segurança de um barco durante uma tempestade e lançar-se às águas.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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O Evangelho do décimo nono domingo do tempo Comum nos apresenta o tema da fé. E o faz de uma maneira bastante visual, com um exemplo que todos podemos entender. Crer é parecido, de alguma maneira, a sair da segurança de um barco durante uma tempestade e lançar-se às águas. É isto que Jesus pede que Pedro faça. De alguma forma, o desafia a confiar nele. No entanto, Pedro vacila porque se sente inseguro.

É possível que nós, em muitas ocasiões, nos sintamos inseguros como Pedro e, assim, busquemos por uma segurança que – como ele – não encontraremos.

Muitas vezes desejaríamos que a fé fosse o resultado de uma demonstração científica. Ou, talvez, que um milagre ou algo extraordinário provocasse a nossa fé. No fundo, supõe-se que a fé nos coloque em relação com Deus. E Deus é considerado, nesses casos, como um ser distante, poderoso e, até mesmo, perigoso para a vida das pessoas. Como não nos sentimos seguros diante dele, queremos provas convincentes.

Na realidade, a fé é a atitude básica sobre a qual é estabelecida qualquer relação.

Um exemplo bem claro disso encontra-se na relação de amor de um casal. Nenhum dos dois jamais poderá dizer que está certo do amor do outro ou da outra. Ele ou ela apenas tem sinais: sorrisos, palavras, carícias, telefonemas... Mas nada mais. Esses indícios confirmam o amor, mas nunca são provas concludentes. No final, cada um ou cada uma deve dar um passo a frente e confiar. E acreditar no outro.

Com Deus acontece exatamente o mesmo. Não há outro caminho senão confiarmos nenê porque não temos e não teremos jamais provas cabais de sua existência. Apenas obteremos testemunhos. Um testemunho maior: Jesus, que passou a vida fazendo o bem, curando os enfermos e amando a todos que encontrava pelo caminho, precisamente em nome de Deus, nos disse que o seu amor era fruto do amor de Deus e que devemos confiar nele. E temos muitos outros testemunhos. Os homens e mulheres que o seguiram confiaram nele e viveram amando e realizando o bem. Mas não temos provas desse amor. Devemos confiar. No Evangelho deste domingo, Jesus nos convida a nos lançarmos nas águas, a vivermos sem medo e a confiar no amor de Deus. Convida-nos a acreditar nele e confiar que com Ele podemos evitar os perigos da vida, porque o seu amor está sempre conosco. E isto não se prova com testes científicos, mas com a sensibilidade, a confiança e a fé. Quero, por fim, abraçar todos os pais em seu dia e rezar ao Senhor da Vida para que os senhores sejam autênticos transmissores dos valores e da confiança na Santíssima Trindade. Deus abençoe nossos pais!

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