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Vigilantes e alertas! 23 de Novembro de 2022 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos "É a oração que coloca Deus no centro das atenções e desperta a alma do sono"
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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Estamos iniciando um novo ano litúrgico, o ano litúrgico A, que tem como Evangelista é São Mateus. O tempo do Advento é o sagrado tempo de preparação para acolher a Cristo, no mistério da sua vinda entre nós. Celebrar o Tempo do Advento é recordar a espera dos pobres, dos Patriarcas e Profetas, da espera de Maria e José, de Isabel e Zacarias.

O Advento tem como eixo reflexivo e orante a contemplação das duas vindas do Senhor Jesus. Enquanto nos preparamos para a celebração do Natal do Senhor, rezamos e refletimos a respeito de sua segunda vinda, em sua Parusia gloriosa.

A liturgia deste domingo apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina, na indiferença; mas deve caminhar, sempre atento e vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.

A primeira leitura(Is 2,1-5) convida os homens – todos os homens, de todas as raças e nações - a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor. É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmonia, de paz sem fim. Esta leitura canta a esperança da reunião universal dos povos no Reino de Deus. A paz alcançará a plenitude. As armas de guerra e morte serão transformadas em instrumentos de produção de alimentos, de vida!

A segunda leitura(Rm 13,11-14a) recomenda aos batizados que despertem da letargia que os mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado), que se vistam da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e que caminhem, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação. O Advento é tempo de esperança da consumação da salvação oferecida por Jesus. Para esperar na santidade o encontro com o seu Senhor, o cristão é chamado a revestir da luz, Jesus Cristo. Revestir-se de Cristo é abandonar as ações das trevas e das paixões mundanas desordenadas. São Paulo apresenta uma lista, a qual se pode acrescentar muitos outros tópicos: bebedeiras, imoralidades, brigas, rivalidades (...)

O Evangelho(Mt 24,37-44) apela à vigilância, dentro do contexto do sermão escatológico de Jesus (Mt 24-25). O batizado ideal não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; o crente ideal está, em cada minuto que passa, atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do “Reino”. A vinda de Jesus, o Filho do Homem – Juiz Celeste – será repentina e inesperada como a “visita de um ladrão”. As orientações para o dia do julgamento da salvação são para que os discípulos não vivam despreocupados como aqueles que no dia em que Nóe entrou na arca. O discípulo de Jesus, atento ao momento presente, se prepara para o “encontro” futuro, fomentando a espiritualidade pela oração e pela prática do bem, da caridade. Nós, a Igreja de Jesus, pela vivência da sinodalidade, devemos evitar toda rivalidade, caminhar juntos em nossa missão comum: anúncio e testemunho do Senhor que veio, vem e virá!

Vigiar é não permitir que o coração se torne preguiçoso e que a vida espiritual se enfraqueça na mediocridade. O cristão adormecido só se interessa por aquilo que lhe convém e não tem entusiasmo pela missão e pela oração. É a oração que coloca Deus no centro das atenções e desperta a alma do sono. Todo dia é dia de viver a proposta de Jesus, e toda hora é hora da vinda do Deus da vida. Somos lembrados de que estamos vivendo um tempo de graça, tempo forte, carregado de sentido, o qual nos humaniza e nos conduz ao encontro dos outros, sem polarizações. O chamado à vigilância é um alerta de que o Senhor da vida está sempre conosco. Cabe a cada um acolhê-lo não apenas com palavras, mas principalmente com gestos concretos.

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