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Para que violência 30 de Junho de 2014 Dom Paulo Mendes Peixoto Artigo dos Bispos A palavra “violência” tem tomado uma direção assustadora, que desinquieta as pessoas das variadas condições no seu estado de vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo Metropolitano de Uberaba – MG
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Algumas atitudes que, em várias ocasiões praticamos, são bastante contraditórias, porque trazem consequências preocupantes para a realidade atual da sociedade. Quando falamos de violência, de vingança, de ódio, de bondade, de mansidão, de amor etc., pensamos em ações feitas com o uso da liberdade, supondo também a prática da responsabilidade.

Mas não é isto que temos visto em muitas ocasiões da sociedade moderna. A palavra “violência” tem tomado uma direção assustadora, que desinquieta as pessoas das variadas condições no seu estado de vida. As práticas violentas têm atingido os ricos e os pobres, inclusive eliminando vidas de pessoas totalmente inocentes.

Podemos dizer que as violências têm ressonância nos aspectos da vida militar, política, intelectual, cultural e religiosa. Mas para que tanta violência se a vida pode ser saudável quando praticamos a bondade e somos fraternos? Parece que falta humildade no coração das pessoas e, por isto, não são capazes de perdoar.

Convivemos com uma situação constante e preocupante de medo generalizado. Dizemos que a causa está na má distribuição dos bens da natureza. Culpamos a incidência da droga, do narcotráfico, da política mal conduzida, da ganância e coisas mais. Creio que falta um olhar para o testemunho de Jesus Cristo e para os indicativos de paz que Ele nos dá, que são encontrados em diversos textos bíblicos.

A mansidão de Jesus faz com que o seu jugo seja leve, seja contra qualquer atitude vazia de autossuficiência, de orgulho e de ostentação. Ele é mestre na prática de humildade, manso de coração e contra todo tipo de violência destruidora das pessoas. Não podemos ficar esperando resultado positivo e duradouro vindo da violência.

O violento sempre quer ter razão. O único argumento contra ele é constituído de humildade, de mansidão e de abertura do coração para Deus. As práticas desumanas e egoístas são contra os critérios da vida e contra a liberdade dos filhos de Deus. Terrorismo e banditismo são provocadores de novas violências e insegurança para toda a sociedade. Com isto vivemos armados uns contra os outros.

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