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Os pequeninos 02 de Julho de 2014 Dom José Alberto Moura Artigo dos Bispos O lugar dos pequeninos é o ressaltar de seu valor em si como humano, a ser respeitado, promovido e amado.
Dom José Alberto Moura
Dom José Alberto Moura Arcebispo Emérito Metropolitano de Montes Claros - MG
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A estatura da personalidade nos remonta ao ser pequeno  ou agir como criança na sinceridade, na vida simples, na sabedoria sem ostentação e na humildade ou reconhecimento da verdade de si e dos outros.

Jesus se tornou pequenino ao baixar-se de sua divindade à nossa pequenez humana,   tornando-se sem nada do que é material e sujeitando-se à leis humanas. Ele afirma sua verdade de Deus, que faz confundir os sábios e dar sua graça aos humildes: “Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11, 25).

Os sem cultura intelectual, sem condição de bem estar, sem serem tratados em sua dignidade de pessoas humanas e privados de toda sorte de vida digna, são chamados a exercer liderança no rol do convívio humano. Jesus veio colocar-se a seu lado, por opção de  valorizar os que são considerados sem valor econômico e social. Ele quer mostrar que a pessoa humana vale por sua dignidade de imagem e semelhança de Deus e não por ter prestígio, fama, coisas materiais e intelectuais. O ser humano, privado de tudo o que é valorizado pela sociedade de consumo, mostra o porquê de Deus, que se revela amante do humano pelo humano, ou seja, o valor do ser filho e não do ter muitas coisas.

A opção evangélica preferencial pelos empobrecidos nos coloca na perspectiva do Filho de Deus, fazendo sua escolha pela vida e dignidade dos seres humanos e não pelo que possuem do que é circunstancial e passageiro. É claro que o ter o necessário para uma vida digna é apreciado e essencial para a realização humana. Mas tudo é instrumento para se perceber e valorizar a pessoa em si como criatura que merece todo respeito. O lugar dos pequeninos é o ressaltar de seu valor em si como humano, a ser respeitado, promovido e amado. Se todos compreendessem isso teríamos mais solidariedade, promoção dos empobrecidos, políticas e políticos com grandeza de caráter suficiente para olharem, em primeiro lugar, para os pequeninos!

Jesus promete estar ao lado de quem sabe carregar o peso de ter que enfrentar todo tipo de problema, a começar por defender a causa dos pequenos, como Ele fez: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mateus 11, 29). Não é fácil enfrentar uma correnteza a favor do capital e do ter sempre mais e a oposição ao ser solidário com a causa dos pequenos! Ele se tornou o “saco de pancada” dos injustos, dos líderes que não queriam deixar seus privilégios e mudar de vida! Ele defendeu a verdade, a justiça misericordiosa e o bem da pessoa humana!

O profeta Zacarias lembra a vinda do Rei pobre para ajudar a implantar o Reino da justiça de Deus, que quer dar dignidade a todos os que são marginalizados em seu valor perante Deus: “Ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento... eliminará os carros de Efraim... anunciará a paz às nações” (Zacarias 9,9-10).

Com a vinda do Filho de Deus os pequenos têm vez. A justiça é restabelecida. A humanidade tem conserto. Os deixados de lado são incluídos na vida digna. A vida humana se torna verdadeiramente humana, porque é valorizada a pessoa acima de suas posses materiais.

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