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Missa em comemoração ao 61º Aniversário da Diocese de Uberlândia - 22 de julho - Festa de Santa Maria Madalena 03 de Agosto de 2022 Dom Paulo Francisco Machado Artigo dos Bispos
Dom Paulo Francisco Machado
Dom Paulo Francisco Machado Bispo Diocesano da Diocese de Uberlândia - MG
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A Diocese de Uberlândia está em festa, comemorando o seu 61ºaniversário de  fundação,de constituição. Eu quero saudar os membros do clero aqui presentes e os caríssimos irmãos que participam desta Santa Eucaristia, em louvor à Trindade na   festa de Santa Maria Madalena, que o atual Papa quis torná-la festa e não mais uma memória obrigatória.

 Podemos dizer que o Anjo de uma Diocese, se nós seguirmos a interpretação que me parece a melhor dos primeiros três capítulos do Apocalipse, nas cartas aos anjos de várias cidades, igrejas, a melhor interpretação é de que o Anjo de uma cidade é o seu Bispo. Mas, ouso dizer que aqui nós temos uma graça muito grande, a graça de termos duas mulheres como anjos da Igreja que está em Uberlândia.

Primeiro, a Padroeira, Santa Teresinha do Menino Jesus, que deixa para nós tantos ensinamentos para vivermos como Igreja, uma Igreja em saída, uma Igreja anunciadora da Páscoa do Senhor. Temos de um lado, Santa Teresinha e hoje nós podemos considerar como anjo desta Igreja, Santa Maria Madalena. Na vida de Santa Teresinha, encontramos um amor profundo à Igreja, de forma que essa primeira leitura de hoje, do Cântico dos Cânticos, que foi um dos textos mais comentados na Idade Média e mesmo, bem antes, por Hipólito de Roma, que faz um comentário lindo, muito extenso acerca dele, pode ser aplicado a ela. Em Santa Teresinha, nós temos esse amor à Igreja a ponto de ela dizer que “no coração da Igreja eu quero ser o amor”. Ela chama a nossa atenção para a missão. Entende que a Igreja é chamada a ser missionária. Então, a Diocese de Uberlândia também deve entender que se ela não for missionária, não será autêntica Igreja de Jesus Cristo. E ainda, Santa Teresinha deixa para nós um exemplo de amor muito grande ao Papa, ao qual nós estamos unidos, porque foi, afinal de contas, do Papa, que ela recebeu a graça de entrar bem cedo no Carmelo e que ela, portanto, tinha um especial carinho e amor, como cristã, como católica, pelo Santo Padre o Papa. Também a Igreja que está em Uberlândia deve, é um dever de amor, é um dever que brota da verdade que vem do Evangelho, deve ter um amor especial ao Santo Padre o Papa.

Santa Maria Madalena, celebrada hoje e nosso segundo anjo exclamou, quando teve ouvido o seu nome, Raboni, Mestre, meu Mestre, nós podemos dizer, meu único Mestre. Se para Santa Teresinha, o Evangelho é que dava as diretrizes todas para viver a vida cristã, Maria Madalena diz a todos nós, diz à Igreja que está em Uberlândia, diz à Diocese de Uberlândia: É Jesus Cristo o nosso Mestre, o único Mestre, poderíamos dizer, o nosso amado Mestre.

E, para conhecermos ou para entendermos as lições todas que esse Mestre nos deixou, tomamos o Evangelho, procuramos conhecer o Evangelho. E, na força da graça, viver segundo o Evangelho. O Evangelho para Madalena é a boa nova que ela entende, que ela capta por graça e que ela anuncia, a pedido de Jesus: Vai dizer aos meus irmãos.

 Maria Madalena tem um amor tão intenso a Jesus Cristo. Podemos dizer, é ela a mulher quem busca seu amado, a verdade, na escuridão da noite. Também nós buscamos a verdade, como a mulher apaixonada da primeira leitura. Nós buscamos a verdade. Somos chamados a ter uma paixão pela verdade. Num mundo profundamente relativista, nós somos chamados a ter paixão pela verdade. E a verdade, ela chega ao seu cume em Jesus Cristo. É Ele o Caminho, a Verdade e a Vida. Ainda, Maria Madalena é a evangelizadora. É ela quem anuncia a ressurreição. E tenhamos atenção, o Evangelho diz também que ela foi primeiramente ao encontro  de Pedro, primeiro Papa, para o anúncio da Ressurreição do Senhor. Ela vai anunciar e diz a Pedro que Jesus ressuscitou.

 Se desejamos entender o que a Igreja quer, celebrando a festa de Santa Maria Madalena, vamos tomar a oração do dia. É ela que nos coloca no clima propício da celebração de hoje: “Ó Deus, o vosso filho confiou a Maria Madalena, o primeiro anúncio da alegria pascal”. Numa sociedade na qual Jesus Cristo e Maria Madalena viveram, pode causar espécie esse fato de que a uma mulher, muitas vezes desprezada na sociedade de seu tempo, Jesus confiou o primeiro anúncio da alegria pascal. E por isso, a Igreja pede, faz um pedido, diante dessa confiança que o Senhor teve em Maria Madalena, a ponto de fazê-la anunciadora, a primeira anunciadora da alegria pascal, a Igreja pede “dai-nos por suas preces e a seu exemplo a anunciar também que o Cristo vive”.

Tal anúncio nós, membros da Diocese de Uberlândia, somo chamados a fazer: Cristo vive e não é simplesmente dizer algo, mas só comunicamos a Ressurreição do Senhor e que Ele realmente vive, se o Cristo vive em nós. É em nós que Ele quer viver. É no coração e na vida de cada cristão que Ele quer viver. Peço, portanto, então a todos que, hoje, não deixem de rezar pela Diocese, para que, de certa forma, nós sejamos promotores, em tornar as pessoas verdadeiramente cristãs, fazendo com que o Cristo viva em cada um dos fiéis de nossa Diocese. “Para mim, diz São Paulo, Viver é Cristo”.

Nós temos uma vida biológica, mas muito mais que uma vida biológica, nós temos também uma vida do espírito, uma vida espiritual. E a vida biológica, em parte, ela cessa e fica na expectativa da ressurreição. Mas a vida do espírito não cessa. Não tem vírus, não tem bactéria, não tem arma de fogo que destrua, que mate totalmente uma vida humana.

Por isso, a oração do dia no Missal termina como que a nos recordar uma verdade que, infelizmente, é tão esquecida nos nossos tempos: anunciar a Vida Eterna e aquele que vive em Cristo é chamado a contemplá-Lo na eternidade.

Não nos esqueçamos, existe uma Vida Eterna, existe uma vida que não cessa e a Igreja anuncia sim. Ela não nega a importância da vida presente, uma vez que nessa vida presente nós construímos, por força da graça, construímos a eternidade feliz. Mas existe sim, uma vida eterna que é a nossa esperança maior.

Nós temos muitas esperanças, eu diria menores, e menores como as relacionadas à nossa vida pessoal, ao trabalho, à profissão, em relação à vida da cidade, ao país, tão conturbado nos nossos dias. Mas a esperança maior é Jesus Cristo. É contemplá-Lo um dia na sua glória.

Lutamos sim, para construir a civilização do amor já. Mas a perfeita civilização do amor  só em Deus, é seu dom maior para nós: a Eternidade.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.                                                                        

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