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Mensagem às famílias no Encontro Mundial das Famílias 22 de Junho de 2022 Dom Antônio Carlos Félix Artigo dos Bispos Tema: “O amor familiar: vocação e caminho de santidade”
Dom Antônio Carlos Félix
Dom Antônio Carlos Félix Bispo Diocesano de Governador Valadares - MG
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No caminho sinodal proposto pelo Papa Francisco, cada membro desempenha seu papel fundamental, unido aos demais. As famílias, Igrejas domésticas, formam parte deste caminho oferecendo-se como âmbito de “comunhão, participação e missão”, palavras-chave do processo sinodal. Entretanto, se por um lado, é necessário “despertar” as famílias, torná-las conscientes do dom que elas mesmas são para a Igreja; por outro lado, é importante que a Igreja aprenda a aproveitar os dons que o Espírito Santo concede à família, reconhecendo-a como protagonista da evangelização: as famílias devem ser “Igrejas domésticas e fermento evangelizador na sociedade” (AL 290).

“A família cristã é chamada a tomar parte viva e responsável na missão da Igreja de maneira própria e original, isto é, pondo a serviço da Igreja e da sociedade seu próprio ser e agir, enquanto comunidade íntima de vida e de amor” (FC 50). “Se a família cristã é comunidade, sua participação na missão da Igreja deve realizar-se segundo uma modalidade comunitária; juntos, pois os cônjuges enquanto casal e os pais e os filhos enquanto família hão de viver seu serviço à Igreja e ao mundo” (FC 50). “Quanto mais cresce nos esposos e pais cristãos a consciência de que sua família, “Igreja doméstica”, é participante da vida e da missão da Igreja universal, tanto mais poderão ser formados os filhos no ‘sentido de Igreja’ e sentirão toda a beleza de dedicar suas energias a serviço do Reino de Deus” (ChL 62).

Infelizmente, “há tristes situações de violência familiar que são caldo de cultivo para novas formas de agressividade social, porque as relações familiares também explicam a predisposição a uma personalidade violenta. As famílias que influem para isso são as que têm uma comunicação deficiente; nas que predominam atitudes defensivas e seus membros não se apoiam entre si; nas que não há atividades familiares que propiciem a participação; nas que as relações dos pais são conflituosas e violentas; e nas que as relações paterno-filiais se caracterizam por atitudes hostis” (AL 51). “Destaco a vergonhosa violência que às vezes se exerce sobre as mulheres, o maltrato familiar e distintas formas de escravidão que não constituem uma amostra de força masculina, mas uma covarde degradação. A violência verbal, física e sexual que se exerce contra as mulheres em alguns matrimônios contradiz a natureza da união conjugal” (AL 54).

Daí a importância da Pastoral Familiar, que tem como meta uma adequada e constante evangelização da família para que, educada no amor, possa cumprir seus deveres gerais: a formação de uma comunidade de pessoas; o serviço à vida; a participação no progresso da sociedade; a participação na vida e missão da Igreja. Por isso, ela se destina a toda pessoa humana, seja qual for sua situação familiar. Visa promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa e de toda família, bem como motivar as lideranças cristãs e as comunidades eclesiais nessa missão de evangelizar e promover humana e socialmente a pessoa e a família tendo em vista a construção de uma sociedade ética, pacífica, justa e solidária.

Recebam o meu abraço fraterno e a minha bênção apostólica! Fiquem com Deus!

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