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Joio e Trigo 17 de Julho de 2014 Dom José Alberto Moura Artigo dos Bispos O joio sempre aparece mas é como o adversário, que nos dá o embate para vencermos.
Dom José Alberto Moura
Dom José Alberto Moura Arcebispo Emérito Metropolitano de Montes Claros - MG
A a     

Aprender a conviver com as diferenças e até com pessoas do mal é preciso. Uma coisa é respeitar o outro e suas atitudes e outra é testemunhar a verdade e as próprias convicções sem se deixar levar por influências negativas de certas pessoas e parte da mídia.

Jesus narra a parábola do joio e do trigo e nos dá a certeza  do que acontecerá com cada um. O julgamento divino é para se aguardar até o final da vida de cada pessoa. Ele quer o bem de todos e dá oportunidade para a conversão e melhora de vida. É preciso, no entanto, que as pessoas se conscientizem, a partir do íntimo de sua consciência, sobre a finalidade da existência e do uso de meios éticos e morais para saber conduzi-la adequadamente.

Dizemos no jargão popular: “Quem ri por último ri melhor”! Isso vem a propósito de se ter a paciência aprendida com a bondade de Deus de se saber esperar, dar chance a que o outro possa melhorar de vida e enxergar a caminhada com olhares de justiça e fraternidade.

O convívio com o semelhante, até dos membros das famílias, apresenta pluralidade de mentalidade, comportamento, desejos, convicções e esforços. Nem todos correm com a mesma velocidade por motivos diferenciados e até desconhecidos. Às vezes alguns demonstram má vontade ou má intenção. Mentem, enganam, fingem, maltratam os outros, usam dos cargos para tirarem vantagens, mesmo de modo ilícito ou imoral. Usam a política de modo deturpado e injusto, lesando o bem comum e, de modo especial, os pobres e excluídos socialmente. O que fazer diante de tudo? Um conformismo passivo e inerte? Muitos gritam, esperneiam e se desesperam diante de tanto mal e tanta injustiça, sem conseguirem resultado aparente! É evidente que o conformismo desastroso não constrói nada. Por isso, mesmo que a pessoa só possa colocar uma gota d’água numa planta, se ela conseguir levar outros a também colocarem a própria gota, a planta receberá água suficiente para seu alimento.

Com a força da graça de Deus e a união dos esforços dos bons, não deixamos a planta morrer. A sequidão sempre vai existir. Os maus sempre vão mostrar suas garras, mas a Providência Divina sempre age através dos bons e o resultado advirá em bem da humanidade. Não podemos prevaricar diante da responsabilidade que Deus nos dá em construir seu plano de amor na terra, com a implantação dos critérios de seu Reino. O joio sempre aparece mas é como o adversário, que nos dá o embate para vencermos. Os maus na família, nas organizações, na política e na sociedade não vão conseguir arruinar  toda a comunidade quando os bons fizerem sua parte sem  derrotismo. O próprio Jesus nos diz: “Tende confiança! Eu venci o mundo”!

O livro da Sabedoria fala de Deus: “Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e devas mostrar que teu julgamento não foi injusto” (Sabedoria 12,13).

                

 

 

 

 

 

                

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