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Jesus está vivo, Aleluia, Aleluia, Aleluia! 05 de Abril de 2021 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A liturgia deste domingo celebra a Ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A Ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.

Se no presépio o amor eterno tornou-se criança, contemplemos o amor de Jesus Ressuscitado. Aquele que nos amou até o fim, agora é coroado na glória, pois o Pai agradou-se com tudo o que Ele fez. Jesus é a luz que dissipa as trevas. Que ressoe em toda a terra e em cada coração a certeza de que a vida sempre vence a morte.

É Páscoa! É vida! É ressurreição! A vida plena que encontramos em Cristo, via completa, total, está fundada na Ressurreição de Cristo. Ela nos mostra que nossa realidade finita e nossa vida com tantas limitações encontram seu sentido no amor, que se dá sem reservas, com radicalidade, como o de Cristo. Quem ama não verá o fracasso.

A primeira leitura(At 10,34a.37-43) apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

O Evangelho(Jo 20,1-9) coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira). Madalena corre, Pedro corre, o outro discípulo corre. Há uma pressa para saber onde está o Senhor. Que aprendamos, também nós, a sermos pressurosos nessa busca, mas não nos deixemos parar pelo sepulcro: tenhamos os olhos além, onde se encontra o autor de nossa fé.

A segunda leitura(Cl 3,1-4) convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude). Como ensina São Paulo, nossos corações se voltam para o alto. É por isso que, como respondemos na Missa, “nosso coração está em Deus”. Ele foi resgatado da morte para uma vida santa, acolhida pelo Pai e renovada na fé. Jesus, que passou a vida fazendo o bem, continua em nosso meio com sua graça infinita. Ressuscitado dos mortos, já não morre, e assim nos alimenta com o pão prometido; um pão que não perece e uma água de vida eterna.

Com os olhos erguidos para o alto da cruz, o ser humano enxerga a si mesmo. Com os olhos sobre a pedra rolada, olhamos para trás e percebemos, sem poder explicar, o mistério que nos une.

Neste dia santo as trevas fogem para longe e o Sol Invicto brilha sobre nós. Ao celebrarmos a Páscoa anual do Senhor, razão primordial de nossa fé em Cristo Jesus, a Igreja e cada um de nós dá louvor ao Pai por ter resgatado o seu Unigênito da mansão dos mortos e por nos ter inserido na vida plena pela Ressurreição de seu Filho. Desejo a todos os meus leitores uma Santa e abençoada Páscoa. Alegremo-nos, hoje, com a Ressurreição de Cristo e a proclamemos em todos os quadrantes do mundo! Jesus Cristo Ressuscitou verdadeiramente, Aleluia, Aleluia, Aleluia!

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