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Jesus: a luz que ilumina o mundo e nosso coração! 04 de Janeiro de 2021 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens. A Solenidade da Epifania do Senhor – do grego epifanein - , que a Igreja celebra neste domingo, remonta aos primórdios da era cristã. Ela celebra um mistério multiforme, o de Cristo Luz. De fato, todas as celebrações do Tempo do Natal giram ao redor a manifestação luminosa de Jesus. Ele se manifesta primeiramente ao encarnar-se no seio de Maria, depois ao aparecer aos pastores – (Natal, Missa da Aurora), aos reis magos(Epifania), ao ser batizado no Rio Jordão(Batismo do Senhor e 2º. Domingo do Tempo Comum Anos A e B) e, finalmente, em Caná da Galileia(2º. Domingo do Tempo Comum C), iniciando com o seu primeiro milagre a manifestação de seu ministério público, que culminará na Páscoa, suma manifestação do Senhor. Nesta Solenidade Cristo se revela a todos os povos, raças e línguas. Todos podemos caminhar sob a luz de Jesus Cristo, a Estrela do Oriente, que guia a humanidade no caminho do bem e da paz. Como Igreja, novo povo do Senhor, manifestamos a nossa acolhida a Cristo que vem fazer da humanidade uma família entrelaçada pela unidade e pela fraternidade. Jesus é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” incarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.

A primeira leitura(Is 60,1-6) anuncia a chegada da luz salvadora de Deus Pai, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo. “Levanta os olhos e vê”(Is 60,4). Eis o começo da estrada! Eis o princípio do caminho! Um dia ao outro dia transmite essa mensagem e uma noite à noite faz o mesmo(Sl 19,3). É hora de se acenderem as luzes e, sobretudo, as do coração! No mistério da Epifania do Senhor, há um convite insistente para ver. Isaías canta a passagem das trevas para a luz admirável. Sublinha o verdadeiro “ver” por três vezes em seu texto.
Unidos a Isaías, São Paulo e São Mateus fazem o mesmo.

No Evangelho(Mt 2,1-12), vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “magos” do oriente, representantes de todos os povos da terra. Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n'Ele a “salvação de Deus” e aceitam-n’O como “o Senhor”. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem excepção. Unimo-nos aos magos que viram a estrela. Todavia, embora a vissem, ela não era tudo: faltava-lhes ver o menino. Há quem somente veja a estrela(fenômeno) e se esqueça do que ela mostra(epifania). Assim como os magos veem Jesus e se prostram, mais tarde seus discípulos vão vê-lo – ressuscitado – e se prostrarão(Mt 28,17). Tornemo-nos novamente manjedoura, porque só assim emanaremos o calor do Evangelho.

A segunda leitura(Ef 3,2-3a.5-6) apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos - a comunidade de Jesus. São Paulo relembra que o mistério a ele revelado(apocalipse). Aquele mesmo mistério que lhe abrira os olhos ao cegá-los no caminho de Damasco.

Nesta Epifania, em tempos tão difíceis de confinamento pela COVID-19, repito-vos a palavra do Redentor: “Duc in altum!”. Não temais as trevas do mundo, porque aquele que vos envia é "luz do mundo" (Jo 8, 12), “a estrela resplandecente da manhã” (Ap 22, 16).

Jesus: a luz que ilumina o mundo e nosso coração! E Tu, Jesus, que um dia disseste aos teus discípulos: “vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14), faz com que cada um que sofre neste momento com a doença e a dor que a luz de Cristo resplandeça diante dos homens do nosso tempo.  Que Mãe do Verbo encarnado, Virgem fiel, conserva todos os homens e mulheres de boa vontade que celebram a Epifania do Senhor sob a tua constante proteção, para que sejam missionários corajosos do Evangelho; fiel reflexo do amor de Cristo, luz dos povos e esperança do mundo.

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