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Gratuidade 30 de Julho de 2014 Dom José Alberto Moura Artigo dos Bispos Como é bom vermos grandes exemplos de gratuidade em muitos homens e mulheres na história.
Dom José Alberto Moura
Dom José Alberto Moura Arcebispo Emérito Metropolitano de Montes Claros - MG
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Fala-se muito em dar comida, bolsa-família, emprego, vagas nas escolas e até cotas, estradas, ambulatórios e ambulâncias... Não se trata de os políticos serem os que beneficiam a coletividade, gastando do próprio bolso. Afinal, o que alguns fazem é fruto do imposto pago pelo povo. Os impostos são elevados e os benefícios sociais são curtos e insuficientes. É só olhar o que acontece com a saúde, a segurança, a educação... Aliás, na área da saúde não se quer aceitar o pleito popular de mais de dois milhões de assinaturas, com o “Saúde mais dez”. Quando políticos querem abafar a grita popular, inventam desculpas e não fazem o que é vontade e necessidade do patrão, que é o próprio povo. Os políticos são empregados, e muito bem pagos!

Deus criou este planeta para todos usufruírem dele de modo responsável e justo. Minorias se apropriam do que seria para o benefício de todos. Precisamos mudar a mentalidade, assumindo a postura do Filho de Deus. Ele pratica e ensina a gratuidade, já anunciada antes de sua vinda: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite sem nenhuma paga” (Isaías 55, 1). A gratuidade é fruto da bondade de Deus, que não tem interesse nenhum em tirar vantagem do que ele oferece a cada ser humano. Aliás, ele não cessa de nos avisar que só conquista a felicidade quem dá de si pelo bem do semelhante. Quem só quer explorar e quem só pensa gananciosamente em si e não no benefício do próximo, pode adquirir tudo, menos a realização do ideal que Deus propõe a todos, da aquisição do tesouro escondido do Reino de Deus.

Como é bom vermos grandes exemplos de gratuidade em muitos homens e mulheres na história. Basta vermos certas lideranças morais, como Tereza de Calcutá, Francisco de Assis, D. Helder Câmara, D. Luciano Mendes, Ir. Dulce e tantos outros, também fora do nosso contexto eclesial! A gratuidade revela o caráter da pessoa. Há manifestações ou muita visibilidade na bondade, na solidariedade, na luta por causas de defesa da vida, da dignidade da pessoa humana, do empenho pela inclusão social e superação das discriminações! Pessoas desse naipe não se acovardam diante de incompreensões e até perseguições: “Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Eu tudo isso, somos mais que vencedores...” (Romanos 8,35.37).

A atitude de gratuidade faz a pessoa se solidarizar com as mais necessitadas, repartindo o pouco que tem.  Jesus adverte os discípulos que queriam despedir o povo faminto para ir embora e comer em casa: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mateus 14,16) . Os poucos pães e peixes foram multiplicados e distribuídos. Todos comeram e ficaram saciados!  A solidariedade faz haver a repartição dos alimentos para todos. Precisamos, de fato, distribuir as possibilidades de vida digna para toda a humanidade. A fome, a miséria, o desprezo para com a vida e os deixados de lado socialmente clamam de Deus a justiça em relação aos egoístas, ladrões do povo...

Como é importante forjar o caráter de cada pessoa para a gratuidade, que eleva a dignidade de cada um e faz a comunidade toda  ser beneficiada.

                

 

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