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Deus uno e trino! 13 de Junho de 2022 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos "Deus não é um ser distante da nossa realidade humana! Para nós, cristãos, Deus é uma pessoa!"
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A Solenidade da Santíssima Trindade – sempre celebrada no domingo após Pentecostes – celebramos não só um convite a decifrar a mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas, concretamente, é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor. A comunidade perfeita é a constituída pelo Pai, Filho e Espírito Santo!

A primeira leitura(Pr 8,22-31) sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai). O autor personifica a sabedoria como alguém preexistente à criação e atuante na obra do Criador. A sabedoria é obra primogênita de Deus; precisa ser amada e acolhida, pois é quem dá sentido e rumo certo à nossa vida. Ela não está somente ao lado de Deus, auxiliando-o na criação; está também ao lado das pessoas, para levá-las a ele.

A segunda leitura(Rm 5,1-5) convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude. São Paulo apresenta os valores de quem foi justificado pelo Ressuscitado: a paz – a harmonia consigo, com Deus e com a obra criada – ; a graça da disponibilidade de viver sob os cuidados divinos – ; o amor – com o qual Deus nos torna filhos e filhas – ; o Espírito Santo – o dom por excelência que atua em nossa vida, a ilumina e a fortalece.

O Evangelho(Jo 16,12-15) convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade. Neste discurso de despedida Jesus se despede dos seus, mas não os abandona à própria sorte, pois lhes promete, para depois de sua partida, a presença do Espírito da verdade. O Espírito Santo terá a missão de introduzir os discípulos na compreensão da mensagem de Cristo e continuar sua obra, animando-os e atualizando continuamente os ensinamentos que seu Mestre lhes deixou.

Deus não é um ser distante da nossa realidade humana! Para nós, cristãos, Deus é uma pessoa! De fato, as três pessoas da Santíssima Trindade se amam de modo abundante e em eterna reciprocidade. O amor que une perfeitamente as três Pessoas Divinas transborda e alcança toda a obra da criação. O Pai enviou o Filho por amor à humanidade, e o Filho, em obediência perfeita ao Pai, assumiu a nossa condição humana para nos elevar à vida divina! Para nos conduzir à compreensão desse grande mistério depois de sua Ressurreição, o Filho enviou o Espírito da Verdade, nosso Defensor, que nos guia na Verdade. Por fim, Deus é amor e nós nos devemos amar uns aos outros à semelhança do Amor Divino!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, Amém! Assim aprendemos esta oração junto de nossos queridos pais e nela devemos viver, trinitariamente!

 

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