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Antônio – João Batista – Pedro e Paulo 18 de Junho de 2019 Dom João Justino de Medeiros Silva Artigo dos Bispos “Bendito seja o Deus de Israel!” (Lc 1, 68)
Dom João Justino de Medeiros Silva
Dom João Justino de Medeiros Silva Arcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG
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Junho é tempo das festas populares em homenagem a Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro e São Paulo (dia 29). Esses santos são padroeiros em muitas comunidades e paróquias. Logo, junho é, em todo o Brasil, o mês das festas juninas e caipiras, animadas espiritualmente pelas expressões da religiosidade popular e da devoção aos santos, cujas vidas merecem ser conhecidas.


Para os portugueses, Santo Antônio é conhecido como Santo Antônio de Lisboa, onde nasceu. Para os italianos, Santo Antônio é chamado de Santo Antônio de Pádua, onde o Santo morreu. Frei franciscano, que desejava ser missionário na África do Norte, teve de voltar à Europa em razão de uma enfermidade. Percorreu, sobretudo, a Itália, como grande pregador do evangelho. Seus famosos sermões lhe renderam o título de Doutor Evangélico. A história recorda que ele guardava toda a Palavra em seu coração e era capaz, se fosse preciso, de escrever toda a Bíblia novamente, pois a sabia de coração. O Papa Gregório IX o chamou de “Arca do Testamento”. Seu cuidado com os pobres foi o exemplo vivo de um discipulado cristão efetivo. Quem é seu devoto recorda-se da importância do “pão de Santo Antônio” como expressão da partilha fraterna. Na iconografia ele é geralmente apresentado com o hábito franciscano, tendo nas mãos a Sagrada Escritura e o Menino Jesus.

São João Batista é o filho de Isabel e Zacarias e seu nascimento, segundo o evangelho de Lucas, é anunciado com paralelismo ao nascimento de Jesus. Chamado de precursor do Messias, a festa de sua natividade é celebrada no dia 24 de junho, exatamente seis meses antes do Natal de Nosso Senhor. O belo significado de seu nome “João = Deus é graça” abriu os lábios de Zacarias, seu pai, que cantou “Bendito seja o Deus de Israel!” (Lc 1, 68). Segundo o evangelho de João, ele aponta para Jesus como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Foi martirizado por ordem de Herodes.

São Pedro, rocha firme, rocha que abriga. Já se disse que Kefas = pedra/rocha significa, também, uma rocha que abriga, uma caverna. Sentido muito expressivo para a missão que lhe foi confiada pelo Senhor: “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). A Igreja, compreendida como rocha que abriga, é destinada a acolher a todos os que aceitam o convite de se tornarem discípulos de Jesus Cristo. Bonita imagem para a Igreja chamada a ser missionária, misericordiosa e pobre.

São Paulo foi chamado pelo Ressuscitado no caminho de Damasco (At 9,1-31), para onde se dirigia com a intenção de prender os cristãos. Vive uma radical conversão que o faz passar de perseguidor dos cristãos a apóstolo das nações. Suas cartas estão presentes no Novo Testamento e são, junto com os Evangelhos, preciosa fonte para a vida do cristão.

É muito interessante observar como a devoção popular encontrou um jeito tão brasileiro para festejar estes santos. As vestes caipiras, as comidas da roça, a fogueira, as quadrilhas, as canções... O clima de inverno colabora para o aconchego dos encontros e das danças ao redor das fogueiras. Aproveitemos os festejos desses santos para crescermos na fé e na comunhão com Deus e com os irmãos. Sigamos os seus exemplos.

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