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Acender nossas lâmpadas 01 de Agosto de 2022 Dom Paulo Mendes Peixoto Artigo dos Bispos
Dom Paulo Mendes Peixoto
Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo Metropolitano de Uberaba – MG
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A claridade da luz permite enxergar melhor os obstáculos do caminho. Olhos e mente fechados dificultam alcançar os objetivos que proporcionam vida com maior qualidade. Mas temos que ver além de nossos próprios limites, atingindo o coletivo-social. Não podemos ver o momento brasileiro com lâmpadas apagadas, com olhos vendados e descomprometidos com o sofrimento das pessoas.

Acender lâmpadas é questão de vigilância e sabedoria, de quem não se conforma com uma cultura simplesmente de imposição de falsas ideologias e não é vigilante na defesa de valores realmente duradouros. Este é um perigo contido na identidade da dominação política de todos os tempos, muito mais atualmente. Em vez de preocupação com o bem comum, há interesses pessoais.

Dá impressão de que as lâmpadas estão apagadas para o povo brasileiro. É só citar a incontrolável violência generalizada, que devasta o país e seu povo, como assassinatos, brigas ideológicas no cenário eleitoral, agressões lamentáveis em relação a ecologia etc. O voto consciente poderá ser uma forma de acender novas lâmpadas, escolhendo candidatos realmente comprometidos com a pobreza.

Estamos no contexto de uma sociedade, em grande parte, divinizada pelos ímpios, mas com possibilidade de se revoltar contra eles mesmos. Falta a claridade da luz divina, de uma sabedoria que ilumina a mente humana e sensibiliza os corações das pessoas. As perseguições e as hostilidades fragilizam o entusiasmo e provocam situação de escuridão e indiferentismo dos cidadãos.

A vida está difícil para muita gente, porque falta emprego e tudo muito caro. É perfeita sensação de sombra, chegando a ser escuridão para grande parte da população, principalmente para aqueles que não fazem parte do orçamento da administração pública. Não é por acaso o aumento do número de moradores na rua, numa condição de lâmpadas apagadas e sem esperança de claridade.

A história continua, mas deve ter uma postura firme diante da vida, aquela marca da atenta vigilância, para que ninguém caia na escuridão, que exclui. É fundamental apegar-se aos princípios da luz divina, mas também vigiar nas horas de decisão. O momento eleitoral é espaço de esperança, mas supõe muita responsabilidade e consciência na hora de emitir o sagrado direito de votar bem.

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