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A Palavra da Vida e da Profecia! 27 de Janeiro de 2022 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos Hoje diríamos que a leitura descreve como que uma bonita e verdadeira “celebração da Palavra”
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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A liturgia deste terceiro domingo do tempo comum coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus: ela é, verdadeiramente, o centro à volta do qual se constrói a experiência cristã. Essa Palavra não é uma doutrina abstrata, para deleite dos intelectuais; mas é, primordialmente, um anúncio libertador que Deus dirige a todos os homens e que incarna em Jesus e nos cristãos. Hoje celebremos o “Domingo da Palavra de Deus!”. As leituras deste domingo destacam a importância e a centralidade da Palavra de Deus na vida do povo de Israel e na vida da Igreja. Na escuta atenta da Palavra de Deus e na acolhida amorosa da sua força, deixemos o Espírito Santo nos modelar e criar em nós um coração novo pela Palavra que nos alimenta.

Na primeira leitura(Ne 8,2-4a.5-6.8-10), exemplifica-se como a Palavra deve estar no centro da vida comunitária e como ela, uma vez proclamada, é geradora de alegria e de festa. Neemias(Ne 8,2-10) relata a promulgação da Lei de Moisés. Por ocasião do retorno do Exílio da Babilônia, Israel precisa se reorganizar como povo. Isso se dará em torno da Lei, a Palavra de Deus. Nesta passagem, tem-se uma bela celebração da Palavra. Aparece uma comunidade reunida em Esdras, Mestre da Lei e sacerdote, ao redor da Palavra do Senhor. O choro da comunidade exprime seu reconhecimento da importância da Palavra de Deus e da necessidade de conversão. Hoje diríamos que a leitura descreve como que uma bonita e verdadeira “celebração da Palavra”. Toda celebração deveria levar a assembleia a um autêntico renascimento interior, a um maior compromisso com a Palavra.

No Evangelho(Lc 1,1-4;4,14-21), apresenta-se Cristo como a Palavra que se faz pessoa no meio dos homens, a fim de levar a libertação e a esperança às vítimas da opressão, do sofrimento e da miséria. Sugere-se, também, que a comunidade de Jesus é a comunidade que anuncia ao mundo essa Palavra libertadora. No Evangelho, depois de apresentar o objetivo o conteúdo e a fonte de sua obra, Lucas nos apresenta Jesus na Sinagoga de Nazaré, em dia de sábado, em uma nova celebração da Palavra. A fonte do Evangelista São Lucas é: os acontecimentos que “nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da Palavra”(Lc 1,2). Jesus inaugura seu ministério com uma pregação programática no contexto de uma liturgia sinagogal, momento em que se proclamava, meditava e rezava a Palavra de Deus. Após proclamar a Palavra de Isaías(61,1-2), Jesus, Mestre e Sacerdote, profere a homilia enfatizando que “hoje” se cumpre aquela Escritura. Cumpre-se nele: “O Espírito do Senhor está sobre mim para anunciar a Boa-Nova, para proclamar a Boa-Nova, para proclamar a liberdade, a visão e um ano da graça do Senhor”. São Lucas, ao longo do Evangelho, descreverá exatamente o desenvolvimento e a realização desse programa ministerial de Jesus. A primeira reação das pessoas é a de admiração diante de suas palavras cheias de graça(Lc 4,22a). Porém, em seguida, a admiração se transforma em rejeição. Ficaram furiosos e o expulsaram da cidade(Lc 4,22b-30).

A segunda leitura(1Cor 12,12-30) apresenta a comunidade gerada e alimentada pela Palavra libertadora de Deus: é uma família de irmãos, onde os dons de Deus são repartidos e postos ao serviço do bem comum, numa verdadeira comunhão e solidariedade. São Paulo mostra que a comunidade cristã pode ser comparada a um corpo humano com muitos membros. Cada um dos membros do corpo e da comunidade tem a sua importância e função, que não podem ser desprezadas. Unidos pelo mesmo Espírito, os membros da comunidade formam o “corpo místico de Cristo”.

O mesmo Espírito Santo que fortaleceu Jesus em sua missão terrena está em nós, animando e encorajando nossa missão. Olhando para o programa de vida de Jesus, perguntamo-nos sobre nosso projeto de vida pessoal, sobre o projeto evangelizador de nossas comunidades. A quem estamos levando a Boa Notícia de Jesus, e como permanecemos atentos ao Espírito de Deus em nós? Peçamos neste domingo e para a nossa via que o Espírito do Senhor esteja sobre cada um de nós para anunciarmos uma boa notícia aos pobres, excluídos e marginalizados. Para quem está com fome, boa notícia é ter garantido, a cada dia, o alimento e o sustento necessário; para os desempregados, é ter emprego; para os sem-teto, é contar com moradia. Somos chamados a atitudes e escolhas que cumpram essa missão dada a nós pelo Espírito Santo!

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