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A humanidade de Deus, nossa esperança 17 de Julho de 2014 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos Deus não condena, pois “controla a própria força”, julgando com moderação e governando com grande consideração.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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O livro da Sabedoria foi escrito na segunda metade de século I a.C. é o caçula entre os livros do Antigo Testamento. Seu autor é um judeu piedoso de Alexandria, capital cultural de influência grega e grande reduto de judeus dispersos. A comunidade judaica de Alexandria sente o desejo de inculturar a própria fé, assimilando os valores positivos da cultura grega, sem abandonar o núcleo central da fé judaica. O livro da Sabedoria é fruto desse desejo.

O autor do livro da Sabedoria descobre um Deus diferente e único, agindo misericordiosamente com todos, sem discriminações. Ele é diferente de todos os deuses porque dá a todos a chance da salvação. E, por isso, é único. Ele tudo pode. É o todo-poderoso. Mas seu poder é princípio da justiça, isto é, a justiça de Deus é ser indulgente e bom para com todos. A pedagogia divina vai se revelando na história: Deus dá a conhecer a sua força aos que não crêem na perfeição do seu poder e corrige ao mesmo tempo a arrogância dos que julgam conhecê-lo plenamente.

Deus não condena, pois “controla a própria força”, julgando com moderação e governando com grande consideração. Embora esteja a seu alcance fazer uso do poder, revela-se mais humano que os seres humanos. A pedagogia divina é revelar-se plenamente humano e solidário. Julgar e governar eram atribuições do rei. Deus é rei, mas seu julgamento e administração têm como objetivo oferecer condições de vida para todos.

O modo de proceder de Deus faz escola e repercute nos relacionamentos humanos. Aprendendo desse Deus humano, as pessoas se humanizam, se tornam verdadeiramente humanas. A humanidade de Deus, que não faz distinção entre povos e raças, abre o grande caminho da esperança: se de fato Ele é assim tão humano, saberá compadecer-se das fraquezas, oferecendo generosamente seu perdão.

Cabe a cada um de nós ter a humildade de reconhecer as nossas faltas, deplorá-las e tentar nos redimir, porque Deus tudo pode, mas Ele quer a nossa participação.

 

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