(31) 3224-2434
(31) 3224-0017
Artigo
            Publicações             Artigos             A família deve ser o centro da sociedade!
A família deve ser o centro da sociedade! 04 de Janeiro de 2021 Dom Eurico dos Santos Veloso Artigo dos Bispos
Dom Eurico dos Santos Veloso
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
A a     

Logo no primeiro domingo após o Natal a mãe Igreja celebra a Solenidade da Sagrada Família, Jesus, Maria e José. A liturgia deste domingo propõe-nos a família de Jesus como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares. Como a família de Jesus – diz-nos a liturgia deste dia – as nossas famílias devem viver numa atenção constante aos desafios de Deus e às necessidades dos irmãos.

O Evangelho(cf. Lc 2,22-40) põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que escuta a Palavra de Deus, que procura concretizá-la na vida e que consagra a Deus a vida dos seus membros. Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens. O texto trata da ida da Sagrada Família ao templo para cumprir a Lei do Senhor. Lá acontece o encontro com o piedoso Simeão e a profetisa Ana. Num primeiro momento, o autor apresenta a Família de Nazaré como uma família observante da Lei, inserida na ordem social. Simeão, iluminado pelo Divino Espírito Santo, reconhece no menino o Messias, o luz que ilumina as nações e sinal de contradição. A profetisa e piedosa Ana, por sua vez, reconhece no menino o libertador do povo, que espera por dias melhores.

A segunda leitura(cf. Cl. 3,12-21) sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser “Homem Novo”. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço. Trata-se esta leitura de um “código comunitário e familiar”, isto é, o autor apresenta algumas propostas para a boa convivência na comunidade e na família. A comunidade é convidada a constituir um só corpo em Cristo, superando as barreiras étnicas, religiosas e sociais. Família unidas, fraternas e generosas geram comunidades santas. O amor recíproco deve estar presente tanto na comunidade como na família. Ao viverem a misericórdia, a bondade, a humildade vamos entender o valor da família e do sacramento do matrimônio na vida da Igreja e da sociedade.

A primeira leitura(cf. Eclo 3,3-7.14-17) apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura. Ele desenvolve o quarto mandamento da Lei de Deus: amar os pais. Honrar e respeitar os pais, socorrê-los e cuidar deles na velhice é cumprir a vontade de Deus. O verbo “honrar”, repetido várias vezes, significa obedecer, respeitar, ajudar e dar afeto. A vivência desse mandamento traz benefícios aos filhos: favorece a vida, expia pecados, alegra e alcança resposta às orações. Na primeira leitura mostra que é honrado o pai biológico que aprendemos a honrar o nosso Pai eterno. E com Jesus não era diferente. Às vezes pensamos em São José apenas como “o pai adotivo” de Jesus, não natural, que só serviu para dar alguma legitimidade civil à Encarnação e que, uma vez cumprida a sua função, “sumiu de cena”. Não. Era honrado a São José que Jesus era filho de José (de uma forma que não entendemos) e Ele era filho de Deus. Era honrando seu pai José que Ele aprendia a perdoar como Deus. Era respeitado por sua mãe Maria que Jesus ajunta aqueles tesouros, dos quais, mais tarde, Ele tirará coisas novas e velhas para edificar seus ouvintes. E assim deve ser com todos nós também: que nossas famílias sejam, sempre mais, escolas de amor e serviço do Senhor!

Vamos respeitar o valor da família em nossa sociedade. O futuro da sociedade necessita de famílias estruturadas e que vivam a beleza do sacramento matrimonial. A família deve ser o centro da sociedade. A família alicerçada no sacramento do matrimônio ilumina o mundo pela santidade e indissolubilidade do matrimônio sacramento. Felizes por procurarmos trilhar os caminhos do Senhor, acolhamos os valores deixados pela família de Nazaré. Peçamos que a Sagrada Família ilumine as nossas famílias, especialmente as que atravessam dificuldades, e as ajude a viver a concórdia e a paz!

Compartilhe este artigo:
Nome:
E-mail:
E-mail do amigo:
Últimas Notícias
                  
Área do Participante
Esqueceu sua senha? Ainda não tem cadastro? Clique aqui.
Área do Participante
Esqueceu sua senha? Ainda não tem cadastro? Clique aqui.
Esqueceu a senha
Inscreva-se