Comentários Homiléticos

22º DOMINGO COMUM Por Dom Emanuel Messias de Oliveira 02/09/2018 - Atualizado em 23/08/2018 13h42

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1ª LEITURA - Dt 4,1-2.6-8
Dizem os estudiosos que o capítulo 4o é um acréscimo para refazer a esperança do povo no exílio babilônico. Insiste no culto a Javé e exclusão da idolatria. O perigo era grande, então a insistência do nosso texto é maior ainda em ouvir e praticar os estatutos e normas decretados por Javé. Não se pode acrescentar, nem tirar nada. Assim foi lembrado na entrada da terra prometida, para que eles pudessem possuir a terra e ter vida. Agora se volta a insistir nos mesmos pontos para refazer os ânimos e as esperanças dos exilados. Os vv. 6-8 insistem na prática da aliança, para que os outros povos reconheçam que Israel é um povo sábio e inteligente. A fidelidade do povo significa aproximação de Deus e alcança admiração dos povos pela justiça das normas e estatutos de Israel. Em outras palavras a grandeza da nação está em se distinguir dos outros pela prática da justiça e fidelidade às leis de Deus.

2ª  LEITURA - Tg 1,17-18.21b-22.27
Leitura da indicação: Carta de Tiago, capítulo 1o, versículos de 17 a 18, 21b a 22 e versículo 27. A carta de Tiago, escrito de caráter sapiencial, reduz toda a lei judaica ao mandamento do amor ao próximo, um amor que exclui qualquer tipo de exploração. Há também a exclusão de uma religião ritualista sem compromisso concreto com os empobrecidos. Os vv. 17 e 18 mostram primeiro que qualquer dom precioso e qualquer dádiva perfeita vêm de Deus e ele não muda. Quer dizer, só Deus é o autor do bem que conduz à vida, nada de mal vem dele. Somo gerados por meio da Palavra da verdade para sermos as primeiras dentre as suas criaturas. Por isso devemos acolher docilmente a Palavra, afastando-nos de toda a imundice e sinal de malícia. Somos chamados a praticar a Palavra; apenas ouvi-la é iludir-nos a nós mesmos. O importante é a prática, pois uma religião pura e sem mácula é socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, quer dizer, socorrer os marginalizados e não se deixar corromper pelas coisas do mundo. Assim, o importante é romper-se com as estruturas de pecado.

EVANGELHO - Mc 7,1-8.14-15.21-23
Leitura da indicação: Evangelho de São Marcos, capítulo 7o, versículos de primeiro ao oitavo, de quatorze ao quinze e de vinte e um ao vinte e três.

A pergunta dos adversários
Fariseus e doutores da Lei saem do centro opressor - Jerusalém - e vão até Jesus para investigar se ele está ou não transgredindo as tradições judaicas. Os vv. 2-4 falam dessas tradições prescritas em Lv 15,11. Por causa do contágio com pagãos, que eram considerados impuros, tudo que se comprava no mercado tinha que ser purificado e não se podia comer sem lavar as mãos. Perceberam que alguns discípulos comiam pão sem lavar as mãos e questionavam a Jesus.

A resposta de Jesus
A resposta de Jesus vai contrapor o lado de fora e o lado de dentro. Citando Is 29,13, ele contrapõe lábios e coração para falar de culto externo e culto interior, tradições dos homens e mandamentos de Deus. Os adversários são hipócritas, eles deturpam o mandamento de Deus com seus próprios ensinamentos e discriminam as pessoas. Para eles todos os pagãos são impuros. Depois Jesus diz claramente que o que torna a pessoa impura não é o que vem de fora e entra na pessoa, mas o que sai do seu coração.

O esclarecimento aos discípulos
Dentro de casa os discípulos pedem esclarecimentos, e Jesus explica mais ainda, declarando puros todos os alimentos (vv. 17-20). Depois diz que as más intenções, que estão dentro do coração do ser humano é que tornam as pessoas impuras. De fato é dessas más intenções interiores que partem as más opções e as más ações. Aqui são enumerados treze vícios como síntese do que o homem é capaz de fazer de ruim.

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