Artigos dos Bispos

Lavar-se O banho ético está sendo indispensável na nossa situação social.

Dom José Alberto Moura

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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07/02/2018 - Atualizado em 07/02/2018 10h39

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Na caminhada da vida o pó da sujeira de nossas falhas e limites nos dá ensejo ao banho regenerador da purificação. Quem não o faz vai acumulando mau odor social e má qualidade no relacionamento com os outros nos diversos ambientes e convivência. Há quem precise de purificação especial, devido à sujeira impregnada na alma e no relacionamento humano. Muitos precisam de verdadeira revisão de vida e análise de sua situação espiritual e moral. O banho ético está sendo indispensável na nossa situação social. Muitos não percebem o mau cheiro de sua podridão moral e sua dívida comunitária cheia de lixo pouco odoroso. Não basta um perfume que mascare sua situação de conduta apodrecida. É preciso uma verdadeira mudança da roupagem moral!

Há quem não perceba que o antídoto para sua conduta perniciosa e doentia existe e, sem tanto esforço, pode e deve ser usado logo para seu benefício pessoal e social. Assim como um leproso se aproximou de Jesus e pediu que o curasse (Cf. Marcos 1,40-42), também é possível o milagre da purificação da alma e da conduta para um novo encaminhamento de vida. Em primeiro lugar é necessária a análise de si para se perceber a importância da mudança, considerando que se é “grande” quando se tem a humildade de reconhecer a verdade de si, dos outros e do sentido da vida. Ao contrário, a continuação da mesmice do próprio egoísmo e da cegueira do orgulho pessoal, levam a pessoa e ser de convivência maculada pelo fechamento. Assim ela não colabora com uma vida de mais solidariedade, justiça e contribuição com a promoção dos outros e do bem comum.

Precisamos ter a consciência de que somos frágeis, erramos e muitas vezes somos egoístas e não desenvolvemos os dons de Deus para os colocarmos a serviço do bem comum. Quando nos convencemos de que nossa vida é importante para promovermos o que torna a convivência mais humana, solidária e beneficiadora da sociedade, em especial dos mais  deixados de lado no convívio social fraterno, somos capazes de nos purificar e mudar nossa conduta. Tornamo-nos pessoas mais acolhedoras, compreensivas e comprometidas com causas de benefício social. Não nos omitimos e trabalhamos para defendermos  o que mais beneficia a convivência de irmãos. Não nos conformamos com as injustiças e o uso de cargos mal usados em detrimento do povo. Mesmo no sofrimento e na doação para essa finalidade, nos purificamos para melhor servir.

Jesus não se ufanava por ter realizado o bem. Ele sempre agiu para dar vida e dignificar a pessoa humana necessitada dele para encontrar um sentido de vida realizadora. Ele não só curou o físico e o psíquico, mas também o espírito. Assim, quem quer perceber o porquê da própria vida, é capaz de mudar a si mesmo para exercer a missão de amar e servir. A mudança ou purificação  pessoal deve ser uma constante em quem deseja viver a vocação de colaborar com um mundo de mais entendimento, fraternidade e convivência no amor!

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