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Artigos dos Bispos

Imaculada Conceição! Celebrar a Imaculada Conceição é repetir como o anjo: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”(cf. Lc 1,28).

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

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05/12/2017 - Atualizado em 05/12/2017 10h59

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Desde a tenra idade nossos pais nos ensinaram, ou melhor, nos educaram no carinho da fé, de que a Virgem Maria não experimentou o pecado original, por isso, ela é conhecida como a Imaculada Conceição.

Esta Solenidade nos convida a acolher, com um coração aberto e generoso, os planos de Deus para nós e para a humanidade.

A primeira leitura (cf Gn 3,9-15.20), recorrendo à história mítica de Adão e Eva, mostra o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência. Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte. A serpente aparece, no paraíso, sedutora e visa colocar em risco o projeto de Deus Criador. A harmonia humana tem como condição fundamental a obediência integral e original. Adão e Eva, no entanto, escolheram os seus caprichos próprios, acreditando estar naquela escolha errônea a realização pessoal e a felicidade. Adão e Eva preferiram a desobediência, porque caíram na armadilha da “serpente”. A desobediência subverte a tudo e instaura o desequilíbrio na própria liberdade recebida do Criador. É o pecado que coloca a pessoa em desarmonia em todos os seus relacionamentos: para com Deus, para com os outros, para com os bens e para consigo mesmo. O resultado da desobediência é o destino da serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias de tua vida! Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”(cf. Gn 3,14-15).

A segunda leitura (cf. Ef 1,3-6.11-12) nos garante que Deus tem um projeto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher – um projeto que desde sempre esteve na mente do próprio Deus. Esse projeto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem subterfúgios. Na Carta aos Efésios está presente o hino de benção dirigido a Deus Pai, em virtude do plano salvífico realizado pela mediação de Jesus Cristo, da contemplação da vitória sobre o mal. Desde antes do início do mundo já fomos escolhidos em Cristo Jesus “para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o teu olhar, no amor!(cf. Ef 1,4).

O Evangelho(cf. Lc 1,26-38) apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo. Da pequenina Nazaré uma jovem é visita pelo Arcanjo Gabriel para conceber, sem pecado original, o filho de Deus. Maria é convidada para dar à luz ao Salvador, que dela nasceria por obra e graça do Espírito Santo. E a resposta é generosa, de quem confia, de quem não contesta, de quem se coloca como discípula: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra! ”(cf. Lc 1,38).

Celebrar a Imaculada Conceição é repetir como o anjo: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”(cf. Lc 1,28). Filho de uma jovem pobre e de um carpinteiro, Jesus revela-se como o Filho de Deus humilde e solidário com os pobres e excluídos, aos quais deseja comunicar a vida divina. Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Palavras muito simples mais que atraem responsabilidade. Pois doravante aquela pobre menina vai ser depositária dos desígnios de Deus. Deus entra no tempo por meio do sim de Maria que se coloca como escreva ao serviço do seu Senhor 24 horas por dia.

Maria, a Imaculada Conceição, que neste ano celebramos seus 300 anos de achamento nas águas benditas do Rio Paraíba do Sul, São Paulo, aparecida para nos mostrar o Redentor é um exemplo de humildade e obediência ao Pai. Devemos aprender com Maria a darmos sempre o sim a Deus acolhendo com humildade a Sua vontade sobre nós e nossas comunidades.         

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